
The Elder Scrolls: Legends
Diário dos Desenvolvedores de Luas de Elsweyr – Contemplando duas luas
The Elder Scrolls: Legends
Quando nos reunimos para projetar Luas de Elsweyr (antes mesmo de esse ser o nome da expansão), nós sabíamos que queríamos que o nosso mais novo lançamento tivesse uma conexão especial com as luas de Nirn.
No fim, foi na nossa nova mecânica de Minguar e Esvaecer que encontramos essa conexão.
De um ponto de vista temático, nós partimos rumo à terra natal dos Khajiit. Um dos aspectos mais marcantes da história e da cultura desse povo é a sua relação com a Treliça Lunar, cuja manifestação não se limita às suas práticas religiosas.
Voltando ao projeto da expansão, nossa equipe discutiu diversas maneiras de passar uma sensação lunar com o jogo. Devemos ser literais e representar a lua na superfície de jogo de alguma forma? Devemos dar a cada zona uma lua própria? Devemos, quem sabe, transformar uma zona em uma superfície lunar? Nós tentamos todas essas coisas durante o desenvolvimento.
Estes são três exemplos de mecânicas lunares que chegaram à etapa de teste de jogabilidade, mas que acabamos considerando aquém do desejado:
Lunar era uma mecânica presente em criaturas. Quando uma delas era invocada, uma lua aparecia na sua zona. Essa lua então passava por quatro fases, uma a uma. Quando uma fase atendia aos requisitos da criatura com Lunar, o jogador recebia um efeito bastante positivo, como comprar uma carta. Isso também fazia algumas habilidades se alinharem em momentos interessantes. Entretanto, encontrar uma boa forma de progredir de uma fase a outra se tornou complicado. Isso causava frustração e dava pouco controle ao jogador.
Chamado Lunar era como Lunar, mas mais simples. As zonas recebiam uma lua, mas o jogador não controlava as fases. Elas mudavam sozinhas com o tempo. Quando criaturas com Chamado Lunar entravam em jogo, a sua zona recebia uma lua por aquele turno e pelo próximo. Durante esses turnos, habilidades de Chamado Lunar variáveis ficavam ativas. A ideia era manter essas habilidades ativas pela expectativa de vida média da maioria das criaturas (~1,5 turnos). Por exemplo, uma das cartas que tínhamos prendia uma criatura inimiga enquanto a lua estivesse visível na sua zona. O mais interessante é que se o jogador invocava outra carta com Chamado Lunar no turno em que a contagem regressiva iria acabar, essa contagem lunar era estendida por um turno. O problema é que isso gerava muitas situações em que era preferível simplesmente não contestar zonas com Chamado Lunar, na esperança de apenas esperar o efeito passar ou por medo de ele ser repentinamente reativado. As partidas comumente se tornavam uma corrida, o espaço de design não era tão amplo quanto queríamos e faltava interatividade.
Fase da Lua era uma mecânica baseada em criaturas de custo baixo que precisavam ser jogadas três vezes. Nas primeiras duas vezes em que se jogava uma criatura com Fase da Lua, ela avançava um grau nas fases da lua e retornava à mão do jogador; na terceira vez em que se jogava uma criatura com Fase da Lua na mesma zona, ela permanecia em jogo. As criaturas de custo mais alto tinham ótimas habilidades de Invocação, o que justificava seu uso mesmo que não ficassem no tabuleiro. O truque era misturar e combinar diferentes cartas com Fase da Lua, já que elas só se importavam com a terceira ativação de Fase da Lua na zona, não com o terceiro uso de cada criatura. Era possível jogar uma carta com Fase da Lua de custo 1 apenas duas vezes, retornando-a sempre para a mão, e então jogar uma de custo 3 fazendo-a ficar em jogo. A jogabilidade era legal, mas bastante redundante e um tanto trabalhosa. Nós convertemos esse conceito e seu impacto na carta Influência Lunar de Luas de Elsweyr.

Por fim, encontramos a nova mecânica da expansão para os Khajiit:
Minguar e Esvaecer: Quando cartas com Minguar e Esvaecer são jogadas, um efeito bônus é ativado. No final de seu turno, cada efeito bônus muda entre Minguar e Esvaecer.
De um ponto de vista temático, ela mostrava a passagem do tempo associada à mudança das fases lunares. A natureza dual da mecânica também dava destaque às duas luas e à relação dinâmica que os Khajiit têm com elas. Do ponto de vista de jogabilidade, ela funcionou bem desde o início. Assim que implementamos as indicações visuais para esclarecer qual habilidade ficaria ativa em qual turno, as coisas começaram a tomar forma.

Um dos últimos aspectos que aperfeiçoamos foram as teorias que aplicaríamos ao motivo de algumas habilidades serem ativadas com Esvaecer e outras com Minguar. Nossa tendência foi colocar efeitos que afetam coisas do oponente nos turnos de Esvaecer, para dar aos oponentes uma janela de tempo em que suas cartas estariam seguras.
Para completar, a mecânica combinava bem com Consumir. Consumir permite que o jogador obtenha uma versão mais poderosa de uma carta tirando proveito de outros recursos. Minguar e Esvaecer se focam em flexibilidade, deixando o jogador encontrar mais usos internamente com planejamento e paciência.
Por tudo isso, nós achamos que a mecânica atendia a tudo o que buscávamos, e esperamos que vocês a aprovem!
- Jason Hager