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Fallout 76 (PC)

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Fallout 76
12 de agosto de 2022

Conheça Dana Christo – UI Programmer

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Dana Christo sabe se virar bem quando o assunto é IU.

Como uma UI Programmer (programadora de interfaces de usuário) na Bethesda Game Studios, Christo é a responsável por tudo que o jogador necessita de... bem, uma interface para interagir, tais como menus e comandos. Às vezes o trabalho dela nesses elementos pode até mesmo integrar novas adições e recursos ao jogo, tal como o querido Modo Foto do Fallout 76!

Quer saber mais sobre a vida de um UI Programmer na Bethesda Game Studios? Nos reunimos com Christo para saber um pouco mais sobre suas responsabilidades, sua carreira e muito mais.

Qual foi o seu primeiro projeto como parte do time da Bethesda Game Studios?

Meu primeiro projeto na Bethesda, e na indústria em geral, foi o Fallout 76. Eu estagiei como programadora na Bethesda Game Studios por três meses no verão de 2017. Durante este período, eu trabalhei em diversos serviços relacionados ao Fallout 76 para dar uma mão, e, depois de um mês mais ou menos, eu tive contato com a programação de IU e amei! Fiz muitos serviços relacionados a IU nos meses finais do meu estágio. Depois que me formei, em janeiro de 2018, eu fui chamada para fazer parte da equipe integralmente como uma Associate Programmer e para trabalhar na IU de Fallout 76. Ele é o meu projeto favorito no qual eu já trabalhei, e sou muito orgulhosa do trabalho que fiz no Modo Foto, desde seus estágios mais primórdios até tornar-se um recurso completo.

Inclusive, uma das minhas histórias favoritas relacionadas à comunidade é de quando eu descobri que existia um subreddit de fotos do Fallout 76. Não consigo nem descrever o quanto eu fico feliz vendo as fotos que o pessoal tira usando o Modo Foto. Eu vi muitas capturas incríveis no Reddit e no Twitter, adoro ver o povo exercendo a criatividade.

O que levou você a se tornar uma UI Programmer?

Desde os meus 16 anos, quando eu descobri que essa era uma carreira real, eu sempre quis fazer jogos. Eu não tinha a pretensão de me tornar uma programadora, por assim dizer (eu nem sabia o que era ciência da computação), mas eu sabia que queria criar jogos.

Entrar na Bethesda e conseguir o meu emprego atual foi 90% sorte. Quando estava na faculdade, eu vi uma postagem sobre um programa chamado Xbox's Game Changers GDC Program, no qual eles escolhiam aleatoriamente 30 mulheres cursando a faculdade de jogos, ou que fossem novas na indústria, para conseguir um passe chamado All-Access GDC Pass. Eu fui uma dessas sortudas e consegui um passe, depois disso fui para a Califórnia por uma semana (valeu, bicos de garçonete, professora particular e meus professores!).

Enquanto estava na GDC, eu fui num painel sobre Dishonored 2, conheci um recrutador e dei pra ele um cartão de apresentação completamente improvisado. Tenho 99% de certeza que ele só lembrou de mim porque eu tinha um cabelo cor de arco-íris na época. Uma semana depois da GDC, o recrutador me enviou um e-mail sobre um cargo de programação na Bethesda Game Studios, e, alguns milagres depois, aqui estou eu!

Quais são as tarefas habituais do seu trabalho como UI Programmer?

Normalmente eu reviso um monte de relatórios e faço um apanhado de uma série de dúvidas do meu time e de times relacionados. Conhecimentos gerais de programação são sim necessários no meu cargo, mas a maior parte dos meus esforços são achar soluções para uma série de problemas. E eu tenho que garantir que essas soluções também não sejam complexas demais, para outras pessoas poderem desenvolvê-las, sem querer reinventar a roda com códigos supercomplicados e etc. Além disso, como UI Programmer, eu trabalho com ActionScript e C++. Todo conhecimento em scripting é útil. Sistemas de IU são mais baseados em dados e eventos, então possuir um entendimento avançado ao ler os códigos de programação é muito útil.

Mas às vezes podem surgir desafios. Eu sempre tento fazer na IU exatamente aquilo que os artistas criaram em seus conceitos, mas, na prática, isso nem sempre é possível. Parte do meu trabalho é comunicar ao artista e ao designer se algo não pode ser feito ou precisa ser alterado por conta de limitações técnicas. Eu tenho muito respeito por artistas e designers de IU. Muito mesmo. Eu não consigo desenhar nem um triângulo levemente arredondado num menu, então eu tenho pra mim que todos os artistas de IU com quem eu trabalho usam magia.

Do que você mais gosta em seu trabalho?

Adoro poder criar algo que outras pessoas vão poder experienciar. Quando eu decidi que queria fazer jogos, e comecei a fazer pequenos joguinhos na época de escola, a principal coisa que me mantinha motivada era ver as reações dos meus amigos quando jogavam as coisas que eu tinha feito. É incrível pra mim que algo que eu ajudei a criar é jogado e curtido por milhões de pessoas. Além disso, eu adoro trabalhar com IU. Eu tenho uma relação direta com a percepção que os jogadores têm do jogo com os menus e comandos. E também ajuda o fato de os meus colegas de trabalho no time de IU serem maravilhosos.
Na verdade, tenho que admitir que minha coisa favorita na Bethesda Game Studios são os meus colegas. Depois que estagiei aqui, a razão número um pela qual eu queria ser contratada era o fato de ter adorado todo mundo do time com quem trabalhei e o restante do pessoal do estúdio.

Conte-nos sua história de trabalho favorita.

O Skyrim VR também estava em andamento quando eu estava estagiando na Bethesda. Um dia, quando eu estava indo para o lounge, um produtor tinha disponibilizado o jogo e pediu para eu testar. Eu nunca tinha jogado Skyrim antes, então não fazia ideia do que esperar. Do nada, uma aranha brotou na minha cara e eu só gritei! Alto, bem alto, no meio do lounge, todo mundo olhando. Um jogo com aranhas já é bem ruim, mas quando ela é gigante e em RV, aí já é demais. Pelo menos rendeu umas boas risadas pros meus colegas e eu ganhei uma história pra contar.

Quais são os seus jogos favoritos e em quais jogos você mais encontra inspiração?

Eu tenho tantos jogos favoritos... Mas Final Fantasy X-2 com certeza é um que não sai dentre eles. Eu joguei ele pela primeira vez quando tinha 9 anos e até hoje rejogo ele.

Agora, os três jogos que mais me inspiram no momento são Kingdom Hearts, que me abriu os olhos pro fato de que não existe isso de ideia louca demais pra ser executada; NieR: Automata, com seu sistema de câmera perfeito e seu combate fluido; e Persona 5 Royal, que é ótimo em mesclar todas as suas mecânicas em uma experiência coesa. Ele tem uma história incrível e, claro, uma das IU mais legais que eu já vi num jogo. Acho que ele me inspira em dobro, já que meu foco de trabalho é na IU.

Que conselhos você daria a alguém que quer entrar nesta indústria?

Muita coisa depende de sorte. Nunca deixe nenhuma chance que possa gerar uma oportunidade te passar (tal qual entrar num sorteio para a GDC de um grupo do Facebook que você nem lembrava que fazia parte). Além de sorte, eu diria que também é preciso focar em fazer parte da comunidade de desenvolvedores de jogos, e ter muito cuidado para não queimar nenhuma ponte, especialmente antes de construí-la. Caso esteja visando algum cargo relacionado a arte, design ou engenharia, construa um portfólio. Não precisa ser perfeito ou super mirabolante, mas ele precisa existir. Meu portfólio consistia em projetos escolares e uns joguinhos que fiz em menos de uma semana. Eles não eram nada impressionantes, mas demonstravam minha capacidade de programação.

Nosso muito obrigado à Dana por ter reservado um tempinho para responder às nossas perguntas. Caso tenha interesse em trabalhar com a Dana, ou outras pessoas na Bethesda Game Studios, visitem nossa página de cargos disponíveis e mandem seu currículo hoje mesmo!

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